O período de três semanas entre o revés diante do Nacional-URU na Copa Libertadores até a decisão que se aproxima, em Rosario, era visto como primordial para a sobrevida do Palmeiras no torneio. Isso porque, Cuca, recém-chegado, teria tempo para encontrar a tão desejada consistência tática e técnica que a equipe carecia. Entretanto, uma sequência plangente de três derrotas no Campeonato Paulista, somada a um futebol penoso, desiludiram, a princípio, as esperanças alviverdes. Quando, enfim, o time obteve a primeira vitória sob o novo comando contra o Rio Claro, uma faísca de boa perspectiva surgiu. A vitória com total propriedade no Derby de domingo, então, flamejou-a.
No clássico, Cuca adotou um 4-4-2 que anulou as principais virtudes do adversário. Organizado e regular durante todo o tempo, o Verdão fez uma partida que há muito não se via. Além do mais, o teste não poderia ter vindo em melhor momento: justamente sobre o maior rival, um dos times mais fortes e sólidos do Brasil, às vésperas do tudo ou nada ante o Rosario Central. Era importantíssimo que o Palmeiras chegasse com essa mudança de postura e atmosfera na Argentina.